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A participação política eleitoral dos emigrantes portugueses em França nas eleições legislativas portuguesas
2022-03-30
Dissertação de mestrado de Sara Isabel Gaspar Aparício em ciência política, apresentada à Universidade da Beira Interior, em 2026, sobre a participação eleitoral dos emigrantes portugueses em França nas eleições legislativas portuguesas, sob orientação de Pedro Miguel Cardoso Lourenço e Bruno Daniel Ferreira da Costa.

Título  A participação política eleitoral dos emigrantes portugueses em França nas eleições legislativas portuguesas
Autor  Sara Isabel Gaspar Aparício
Orientador  Pedro Miguel Cardoso Lourenço e Bruno Daniel Ferreira da Costa
Data  2026
Institutição  Universidade da Beira Interior
Grau Mestrado
Área Ciência política 
Palavras-chave  Participação Eleitoral; Voto Externo; Emigração Portuguesa; Abstenção Involuntária; Sufrágio Externo; Transnacionalismo Político; França
URI  

 

Resumo  

A presente dissertação analisa a participação eleitoral dos emigrantes portugueses em França nas eleições legislativas portuguesas, a partir de uma abordagem de métodos mistos que combina dados secundários do Ministério da Administração Interna (SGMAI), um inquérito por questionário aplicado a uma amostra de emigrantes em França (N= 39) e entrevistas a observadores privilegiados (N=9), incluindo investigadores académicos, deputados pelo círculo da Europa e técnicos consulares. O estudo parte de um paradoxo empírico: uma comunidade numerosa, com laços transnacionais ativos e com direito de votos desde 1976, apresenta uma taxa de abstenção sistematicamente superior a 70%. Os resultados mostram que esta abstenção não resulta essencialmente de apatia ou desinteresse político, mas de uma combinação de constrangimentos logísticos, informacionais e político-simbólicos que atuam em cadeia. Em particular, os dados revelam a existência de uma abstenção involuntária, isto é, a mesma é produzida por falhas do sistema de voto postal e por défices de informação procedimental, que os dados agregados disponíveis não permitem distinguir da abstenção por escolha. Esta investigação contribui para a literatura acerca do voto externo ao demonstrar que a participação eleitoral dos emigrantes depende não só das predisposições individuais, mas do desenho institucional do sistema eleitoral e da capacidade do Estado de reduzir o custo efetivo do voto.

 

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