Em 2025, a emigração portuguesa para Angola recuperou ligeiramente (+7%), após a quebra acentuada registada em 2024 (-37%). Apesar desta pequena recuperação, o valor permanece muito abaixo dos níveis anteriores à pandemia e distante do máximo de 6,715 entradas observado em 2015. A redução das entradas de portugueses em Angola após esse pico deverá ser entendida no contexto da crise dos preços do petróleo e da deterioração da economia angolana, cujos efeitos se fizeram sentir com maior intensidade a partir de 2016, através da contração da atividade económica, da redução do investimento e do agravamento das condições de empregabilidade. A ligeira recuperação observada em 2025 sugere uma estabilização parcial do fluxo, mas sem alterar a tendência de forte quebra face aos níveis registados antes da crise. Os valores utilizados neste destaque correspondem à soma dos seguintes tipos de vistos: privilegiado, trabalho (o mais comum), trabalho por protocolo, fixação de residência e outros (estudo e permanência temporária).
Como citar Vidigal, Inês (2026), “Emigração portuguesa para Angola recupera ligeiramente em 2025”, Observatório da Emigração. http://observatorioemigracao.pt/np4/10744.html



